quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Doce Adormecida - Caroline Cross - Os Barones de Boston 02

Título Original:
Sleeping Beauty´s Billionaire
Copyright © by Harlequin Books S.A.

Protagonistas:
Gavin O´Sullivan e Colleen Barone

Sinopse:


A vingança é doce... e a tentação também!

Um casamento dos Barone? Com certeza ele estaria presente! Gavin O’Sullivan mal podia esperar pelo momento em que reencontraria Colleen Barone para mostrar aquilo de que ela mais sentia falta desde que ele fora expulso cruelmente de sua família. Agora um rico empresário do ramo de hotelaria, ele deixara de ser o rebelde que viera do lado pobre da cidade. Não só tinha dinheiro para esbanjar, como contatos que poderiam colocar muitas pedras no caminho dos Barone. Porém, bastem uma dança com a pequena e doce Colleen para que a paixão adormecida despertas¬se com todas as forças. Gavin seria capaz de arriscar seu coração outra vez pela mesma mulher que o quebrou no passado?


Resenha:

Pela história do Nicholas, o primeiro livro da Série Dinastia: Os Barones, eu super me empolguei com essa série e já estou devorando os livros. Talvez, por eu ter gostado bastante do primeiro livro, eu achei a história da Colleen meio morna. Meio sem assunto, na verdade. Claro que esse livro é importante, pois é nele que acontece o primeiro atentado à família Barone, então, você não deve deixar de ler. Mas em relação ao romance, acho que poderia ter rendido mais. Ainda mais com esse plot maravilhoso de ela ter sido freira. Imaginem! Mas Ok. Não deixa de ser um livro fofo. E Colleen é a nossa heroína dos cabelos curtos e arrepiados. Gostei! O Gavin também é um mocinho simpático. Gosto dessa história de eles terem tido um passado mal resolvido. Mas poderia ter sido melhor explorado pela autora. A razão do rompimento deles, para mim, não é muito verossímil, já que dá para perceber que ela o amava muito. Para mim, ela poderia ter ido para o convento por decepção amorosa. Eu iria gostar bem mais. Enfim, dei três estrelinhas. Vamos à próxima Barone! Gina!

 Collen e Gavin tiveram um relacionamento na época de faculdade, quando ele era o melhor amigo de Nicholas, o irmão dela. Ele era um garoto pobre e ela uma herdeira, prestes a herdar seu primeiro milhão. Por algumas razões não muito convincentes, ela termina o relacionamento com ele, que passa a nutrir um certo rancor por ela. Ela vai para um convento, onde passa 8 anos. Doze anos depois do término, eles se reencontram no casamento de Nicholas, e o amor que ele achava que já não existia volta para mostrar que não é bem assim. Créditos para o Sr. Cripinski.


Série "Dinastia: Os Barones" 
Ordem Cronológica

Simplesmente Amor (Leanne Banks) - Nicholas Barone e Gail Fenton

- Doce Adormecida (Caroline Cross) - Gavin O´Sullivan e Coleen Barone
- Fantasia Real (Sheri Whitefeather) - Flint Kingman e Gina Barone
Admirador Secreto (Elizabeth Bevarly) - Matthew Grayson e Rita Barone
Paixão em Chamas (Barbara McCauley) - Shane Cummings e Emily Barone
A Bela e o Anjo Azul (Maureen Child) - Alex Barone e Daisy Cusack
A Cinderela e o Milionário (Katherine Garbera) - Joe Barone e Holly Fitzgerald
Medo de Amar (Cindy Gerard) - Daniel Barone e Phoebe Richards
Regra de Ouro (Kristi Gold) - Ashraf ibn-Saalem’s e Karen Rawlins
Apelo Selvagem (Anne Marie Winston) - Reese Barone e Celia Papaleo
Sedutora Particular (Eileen Wilks) - Ethan Mallory e Claudia Barone
Paixão Eterna (Metsy Hingle) - Steven Conti e Maria Barone

Ponto Alto:

"Não era justo. Doze anos haviam se passado, e ela conti­nuava igualzinha, Gavin pensou, com seriedade. Graciosa. Delicada. Uma jovem de olhar ingênuo com pele perfeita e uma ligeira covinha em uma das faces macias. 

A única coisa diferente nela era o cabelo. O feixe negro que outrora havia despencado sedosamente até a cintura fora substituído por um elaborado corte curto e arrepiado que, de algum modo, fazia o seu pescoço parecer ainda mais frágil, seu nariz reto ainda mais fino e os olhos den­samente rodeados de cílios bem maiores. 

Não que ele se importasse. Seu único motivo para ir à procura dela era para dar logo fim ao inevitável encontro. Tinha ido comemorar o casamento de Nick e não queria ficar o tempo todo se preocupando em acidentalmente dar de cara com ela. Muito melhor optar pela abordagem dire­ta, em que ele assumiria o controle da situação. Só para ter certeza de que ela soubesse sem sombra de dúvidas que ele há muito a esquecera. 

Gavin esboçou o sorriso polido e impessoal que era a sua marca registrada no âmbito social. 

— Olá, Colleen. Há quanto tempo. 

Por um segundo a mais do que deveria, o olhar dela ficou fixo no rosto dele. Em seguida, Colleen pareceu se dar conta e disse: 

— Gavin. É bom revê-lo. 

Ele se esquecera de como a voz dela era agradável. Suave, ligeiramente rouca, com uma ternura capaz de envolver com gentileza a quem quer que ela estivesse se dirigindo. Pena que tudo não passava de encenação. 

— Nick sabe que está aqui? — Por um instante, ela pa­receu quase nervosa, porém não demorou muito para o seu tom de voz se normalizar e Gavin teve certeza de que estivera apenas imaginando coisas. — Por acaso já falou com ele? 

O que ela achava? Que ele ainda era um menino pobre da cidade grande, com maus modos, incapaz de se com­portar direito em um casamento luxuoso? 

— Claro. Falei com ele na fila dos cumprimentos. 

— Ah, ele deve ter ficado tão feliz por você ter vindo! 

Ele deu de ombros. 

— Não sei quanto a isso. O que sei é que gostei de revê-lo. 

— E claro. 

Embora a expressão agradável do rosto de Colleen não houvesse se modificado, uma sombra escureceu o seu olhar, e Gavin soube que ela notara a ligeira porém deliberada ên­fase que ele colocara em si mesmo. 

Sentiu uma pontada de satisfação. 

No instante seguinte, perguntou-se o que estava fa­zendo. Já fazia anos desde o rompimento dos dois. E, apesar de ser dispensado por Colleen não ter sido fácil na época, não era nada comparado a algumas das ou­tras coisas pelas quais tivera de passar na vida. Perder a namorada simplesmente não caía na mesma categoria do que ser criado, se é que poderia ser chamado disso, por uma mãe solteira alcoólatra em uma das vizinhan­ças mais violentas de Boston. Nem ter de trabalhar para pagar os seus estudos, tanto na escola quanto na facul­dade. Nem ter de aprender sobre arte e cultura mais tar­de na vida, haja vista que, quando jovem, tais coisas “civilizadas” tiveram importância secundária quando comparadas à sobrevivência. 

Contudo, os anos desde então haviam sido bons para ele. Gavin transformara-se de um caso de caridade paupérrimo em um hoteleiro rico, respeitado e bem-sucedido, cujas várias propriedades forneciam emprego para cente­nas de pessoas. 

E, com certeza, não vivera como um monge durante todo esse tempo. Desde que Colleen e ele haviam cada qual seguido o seu caminho, Gavin namorara a sua cota de mulheres. A maioria, pelo menos recentemente, com­posta de atrizes de sucesso, exemplares do que restava da aristocracia europeia e modelos internacionais. 

Sendo assim, talvez devesse tentar não agir como um garoto petulante. Talvez pudesse até achar um jeito de dar uma folga para a jovem srta. Barone. 

— Dance comigo — disse, abruptamente, quando a ban­da começou a tocar uma nova música."


***


"Gavin escutou uma batida suave na porta. 

— O que foi? — rosnou, impacientemente passando a mão pelos cabelos. 

A secretária esticou a cabeça para dentro da sala. 

— Sinto muito incomodar, mas não atendeu ao telefone... 

— O que foi, Carol? 

— Há uma srta. Barone aqui para vê-lo. Ela não tem hora marcada, e eu lhe disse que estava ocupado, mas ela me pediu que lhe dissesse que só precisava de alguns minutos. 

Por um instante, ele ficou atônito, como se seus pen­samentos tivessem, de algum modo, invocado a presença de Colleen. Contudo, o momento logo passou, e o prag­matismo de sempre voltou a se manifestar. Independente­mente do motivo da aparição súbita, vê-la novamente só poderia ser uma coisa boa. Sob a luz clara do dia, no seu próprio território, ele sem dúvida seria bem-sucedido em despachá-la para o seu devido lugar, o passado. 

Gavin caminhou de volta para a escrivaninha e sentou-se. 

— Tudo bem. Deixe-a entrar. 

Rapidamente disfarçando a surpresa, a secretária as- sentiu. 

— Você é quem manda. 

Ela recuou, retornando instantes mais tarde, quando acompanhou a visitante até uma cadeira e, discreta­mente, foi embora. 

Tendo aprendido o poder do silêncio, Gavin deu uma boa olhada na mulher que não lhe saíra da cabeça nos úl­timos dias. Todo o luxo da noite de sábado havia desapa­recido. Hoje ela estava vestida mais à vontade, com botas de salto baixo, calças pretas justas e um felpudo suéter de gola alta cor de pêssego. Um casaco preto de aparência comum estava dobrado sobre o seu braço e uma pequena bolsa preta pendia do seu ombro. 

Ela estava espetacular. 

— Oi. — O sorriso de Colleen foi hesitante. — Sei que eu deveria ter ligado, mas... 

— O que você quer, Colleen? 

As palavras acabaram sendo mais duras do que Gavin tencionara, mas ele não estava nem aí. 

Por uma fração de segundos, ela pareceu ter sido pega de surpresa. Contudo, nada demorou para recupe­rar a compostura. 

— Eu queria falar com você. 

— Sobre o quê? 

Empoleirada na beirada da cadeira, ela entrelaçou os dedos de uma das mãos aos da outra. 

— Na verdade, tenho um favor a pedir. 

— Entendo. 

Na realidade, não entendia nada. O que ela possivelmen­te poderia querer dele? Não conseguia pensar em nada, a não ser... 

Voltou a pensar na dança da outra noite. Talvez não houvesse sido o único a ter sido afetado pelo reencontro dos dois. Talvez ela tivesse experimentado uma seme­lhante elevação da temperatura e estivesse interessada em finalmente terminar o que haviam começado anos atrás... 

— Na realidade, não é para mim, mas para os meus ga­rotos. Os garotos da escola. 

O arrepio de expectativa que tomara conta dele desa­pareceu, sendo substituído por decepção consigo mesmo. Afinal de contas, quando é que Gavin ia aprender? Colleen não o quisera quando eram mais jovens, e era óbvio que nada mudara. 

Ele estendeu a mão, abriu uma das gavetas da escrivani­nha e retirou de lá de dentro o talão de cheques. Abrindo-o, pegou uma caneta e lançou um duro olhar de esguelha para ela. 

— Quanto você quer? 

Os olhos dela se arregalaram. 

— Como disse? 

Ele a fitou nos olhos. 

— Quanto você quer? Pode me poupar de qualquer la­dainha sobre qualquer que seja o projeto para o qual quer o dinheiro ou sobre como os garotos são especiais. Ape­nas vá logo ao que interessa. 

— Ah, meu Deus. É evidente que eu não estou me ex­plicando muito bem. Não quero o seu dinheiro, Gavin. Quero você. — Um ligeiro rubor tomou conta das faces suaves de Colleen quando ela pareceu ter se dado conta do que havia acabado de dizer. — Isto é, quero o seu tempo — apressou-se em corrigir. — Estou organizando um pro­grama de mentores e preciso de você. 

Ela precisava dele? Por cerca de dez segundos, ele se permitiu ser desejado. Logo em seguida, a sanidade vol­tou a se manifestar. 

— Não."


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